Residência Judicial leva vivência prática do magistrado aos alunos da Esma em Campina Grande

A Residência Judicial, etapa prática do Curso de Preparação à Magistratura (CPM), promovido pela Escola Superior da Magistratura (Esma), completou dois meses na Comarca de Campina Grande. Nessa segunda fase, os alunos são recepcionados por juízes preceptores, que transmitem toda a vivência da atividade judicante. A diretora adjunta da Esma, juíza Rosimeire Ventura Leite, afirmou que os residentes estão todos ambientados nas unidades judiciárias. “A residência judicial 2019 começou no dia 26 de agosto deste ano, e tudo está transcorrendo dentro daquilo que a Escola já esperava, e isso é excelente”, exultou.

 

O juiz auxiliar Fabrício Meira Macêdo, um dos magistrados escolhidos para atuação como preceptor, relatou como está sendo a experiência. “Estamos no início do trabalho com Isabela Lira e, para mim, é uma grata satisfação recebê-la como residente judicial e poder, como preceptor, contribuir nesse processo de formação. Após a parte teórica absorvida na primeira fase de aprendizagem na Esma, como residente integrada a uma unidade judicial, ela pode vivenciar os conceitos que foram aprendidos e praticar atos próprios do magistrado, integrando a equipe, diagnosticando a situação da Vara, propondo soluções, participando das audiências, minutando despachos, decisões e sentenças, sempre sob a minha supervisão”, afirmou.

 

O magistrado atentou, ainda, para o benefício gerado com a residência, que atinge não só a aluna, mas, também, a unidade judiciária e o jurisdicionado. “Considerando a formação jurídica da residente, como aluna de um curso de pós-graduação e também de formação, ela pode contribuir sobremaneira na agilização dos processos judiciais. Ganhamos todos”, declarou.

 

Também professor do curso de Direito, o juiz já participou como orientador em turmas anteriores e expôs a responsabilidade devida ao preceptor, no Curso de Preparação à Magistratura, que precisa ajudar no processo de aprendizagem do residente e não apenas simplesmente delegar funções. “É necessário estar atento para a finalidade última desse período de residência, que é o processo de aprendizagem, na formação de profissionais jurídicos de excelência”, enfatizou Fabrício Meira.

 

A aluna residente Isabela Lira disse que decidiu participar do CPM para ter a visão do julgador e afirmou ser uma experiência singular. “Nos seis primeiros meses, que chamamos de R1, tivemos aula com juízes do TJPB e foi uma oportunidade única, na qual eles compartilharam o conhecimento e, também, a prática do dia a dia da magistratura. Fomos preparados nesse período, ainda, para elaborar as peças que iríamos utilizar na Residência 2 (R2), trabalhando junto aos magistrados. Atuamos, hoje, junto ao Juizado Especial Criminal e à Comarca de Alagoa Nova. Durante a preceptoria, conseguimos ter uma visão muito diferente da que temos na advocacia ou promotoria”, exprimiu.

 

A diretora adjunta da Esma, juíza Rosimeire Ventura, informou que a previsão de conclusão da carga horária requerida pelo curso é no mês de dezembro, ou janeiro para alguns alunos. “Os alunos que concluírem a formação estarão aptos para o mercado de trabalho, com experiência jurídica real, dentro dos gabinetes dos magistrados. Alguns residentes da turma do ano passado estão atuando como assessores de colegas magistrados, e isso só engrandece o trabalho da Escola da Magistratura, orgulhando a todos que estão envolvidos no projeto”, concluiu.

 

 

Por Carolina Correia/Ascom-TJPB