A Arquidiocese da Paraíba e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) deram início, no sábado (28), à capacitação de formadores da campanha ‘Mesmo que ninguém veja’, pessoas que terão a missão de levar o tema da violência doméstica para paróquias do Estado, empresas e diversos espaços da sociedade.
O encontro foi realizado na Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB) e contou com cerca de 30 participantes, entre eles psicólogos e assistentes sociais, além de pessoas que já trabalham com a realidade social e que vão se dedicar, ao longo do ano, a formar homens e mulheres no sentido da proteção à mulher e no combate à violência doméstica.
“Nós tivemos cerca de 30 pessoas participando desse primeiro momento formativo que faz parte do cronograma da campanha. Tivemos a oportunidade tanto de apresentar a campanha, o sentido dela, como também, no campo formativo mesmo, trazer a realidade da violência doméstica, a partir dos índices, da importância de cada um nessa prevenção, a partir do conhecimento”, informou a juíza Graziela Queiroga, coordenadora da Mulher em Situação de Violência Doméstica do TJPB.

O curso foi ministrado na sede da Esma
Durante o curso, foram trabalhados temas que vão desde o ciclo da violência até o acolhimento à vítima. “Tratamos sobre o que significa violência doméstica, a Lei Maria da Penha, o ciclo de violência, o acolhimento à vítima, que ela precisa ser acolhida, jamais julgada, e foi um momento realmente muito rico, o primeiro de muitos que ainda teremos”, acrescentou a magistrada.

Padre Mário Silva, assessor da Arquidiocese
Compromisso - A capacitação marca mais uma etapa do trabalho de mobilização e fortalecimento da rede de apoio, com a expectativa de que os formadores atuem como agentes multiplicadores, contribuindo para dar visibilidade a situações que, muitas vezes, permanecem ocultas e necessitam de acolhimento e atenção.
“A igreja sempre se dirigiu aos homens de boa vontade, e o Tribunal de Justiça da Paraíba seria com certeza essa parcela da sociedade que tem uma boa vontade de transformar a realidade, de prevenir também a questão da violência. Nós encontramos esse ponto comum que é a defesa da dignidade humana e fizemos a parceria baseada nesse ponto em comum que temos. Achei muito positivo. O clima que envolveu todos os participantes foi de integração. Saímos muito animados para o trabalho”, pontuou o padre Mário Silva, assessor eclesiástico da Comunicação da Arquidiocese.
Por Nice Almeida