Fátima Bezerra é homenageada pela coordenação de projeto do CN

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Por unanimidade, a diretora da Escola Superior da Magistratura (Esma), desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, recebeu, na manhã desta quarta-feira (24), votos de aplausos dos integrantes da Primeira Sessão Especializada Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba. A magistrada foi homenageada, em virtude da sua participação na coordenação dos trabalhos da obra ”A Justiça Além dos Autos”, lançada pela Corregedoria Nacional de Justiça, nesta terça-feira (23), antes do início da 236ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Justiça.

O autor da menção foi o vice-presidente do Judiciário estadual e membro do órgão fracionário, desembargador José Ricardo Porto. No mesmo sentido, os desembargadores Abraham Lincoln da Cunha Ramos e Leandro dos Santos, bem como o juiz convocado Tércio Chaves de Moura, e o procurador de Justiça, Valberto Cosme de Lira, acompanharam a proposição.

“Esse voto é em razão de todo empenho e exaustiva pesquisa para a confecção dessa obra junto à Corregedoria Nacional de Justiça, bem como, indiscutivelmente, é o reconhecimento e prestígio para toda a magistratura paraibana, através da dedicação da desembargadora Maria de Fátima”, ressaltou o desembargador Porto.

O livro, com a intenção de homenagear a magistratura brasileira, reúne mais de 170 causos que marcaram a vida de juízes brasileiros. A obra, organizada pela ministra Nancy Andrighi, corregedora Nacional de Justiça, traz, em 504 páginas, histórias selecionadas pelos coordenadores do projeto, desembargadores Fátima Bezerra Cavalcanti, do Tribunal de Justiça da Paraíba, e Pedro Feu Rosa, do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, e o juiz Álvaro Kalix Ferro, do Tribunal de Justiça de Rondônia.

O livro será enviado aos tribunais em edição limitada, e está disponível no Portal da Corregedoria do CNJ. Segundo a ministra Nancy, a obra “A Justiça além dos autos” é uma homenagem à magistratura brasileira por meio de crônicas e relatos. “Nessa passagem pela Corregedoria, ao lado do trabalho árduo em prol da celeridade e da eficácia processual, deixo esse lado interessante da vida judicante, desconhecido da sociedade no qual revela o que é ser juiz”, disse a corregedora.

Na opinião da ministra, ser juiz não é só se debruçar sobre processos e mergulhar no mundo virtual dos autos, mas viver acontecimentos sociais como cidadão do povo, com redobrada prudência, parcimônia e crença de que a Justiça começa com um olhar de compreensão.

“Antes do juiz ser o condutor do processo, ele é um escafandrista do direito, uma figura destacada, principalmente em comarcas distantes dos grandes centros urbanos. E essa proeminência social o torna alvo de episódios insólitos e pitorescos, átimos de flagrante embaraço que os anos e a memória transformam em casos espirituosos”, afirmou.

A Paraíba está presente nos inúmeros fatos pitorescos narrados com humor no livro ”A Justiça Além dos Autos”. Nove episódios relatados pelo desembargador Leandro dos Santos (Vale um Jerimum?) e pelos os magistrados Onaldo Rocha de Queiroga (O prefeito e o velho da casinha do homem, Lições de vida e Onde será o velório?), Antônio Carneiro de Paiva Júnior (1996 – O Ano), Lillian Frassinetti Correia Cananéa (Crônica dos Mutirões Carcerários), Graziela Queiroga Gadelha de Sousa (O abandono do bebê Moisés) e Romero Carneiro Feitosa (Lições para o futuro e Recasamento). A publicação tem a programação visual, gráfica e revisão dos servidores do TJPB, Martinho Sampaio e Ivan Costa.

Homenagem -No mês passado, a desembargadora Fátima Bezerra também foi elogiada pela ministra Nancy Andrighi pela dedicação, eficiência e espírito de equipe nos trabalhos desenvolvidos em apoio à Corregedoria do CNJ, durante o biênio 2014/2016.

Por Marcus Vinícius e Agência CNJ de notícias

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