"Gurguri" é o nome do segundo romance do desembargador e escritor Marcos Cavalcanti

O escritor e desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque retorna ao romance com o livro "Gurguri", que será lançado em breve. A 28ª obra do autor paraibano, sendo seu segundo nesse gênero literário, retrata suas memórias, reminiscências dos primeiros anos de vida, revive a juventude e alcança a maturidade, sem esquecer a vida em família na fazenda Gurguri, de propriedade de seu pai.

 

O livro possui 304 páginas e leva o selo da MLP-Gráfica e Editora. O trabalho tem editoração do programador visual Martinho Sampaio; a capa de Modesto Cavalcanti; e a preparação de textos de José Iran Lima Filho. A apresentação é do ex-deputado estadual Ramalho Leite e o prefácio do acadêmico Itapuan Bôtto Targino.

 

De acordo com o escritor, que também é diretor da Escola Superior da Magistratura (Esma), a obra é baseada no estilo dos romances de Fretana, do poeta Carlos Dias Fernandes, e Meus Verdes Anos, de José Lins do Rêgo. "O livro retrata a história da minha da infância até os 12 anos com minha família na propriedade Gurguri e, também, na cidade de Mamanguape, passando por municípios da Região do Vale até a Capital", falou o magistrado.

 

Na obra, o leitor encontrará, ainda, nomes de ruas engraçadas, lendas indígenas, poesias, rezas populares e apelidos de pessoas, além de estórias como a do caçador Biluca, de Zé Mocó, de Mói de Osso e do fígado bem pregado. Há um capítulo falando sobre a história do Vale do Mamanguape do ponto de vista do autor.

 

Ainda neste ano, o desembargador Marcos Cavalcanti lançará mais dois outros livros que estão na fase final de produção. A 29ª obra, a terceira no gênero romance, terá o título de Monte-Mor, que é o nome mais antigo da cidade de Mamanguape, e abordará o conflito entre brancos e índios. Já o 30º exemplar, será uma plaquete sobre a legislação indígena do Império a República até a atual Constituição. "É uma plaquete que organizei todos os textos dos Direitos Indígenas. Monte-Mor versa sobre a maior aldeia indígena do Vale do Mamanguape, que tem o nome de aldeia de Monte-Mor", enfatizou.

 

Obras publicadas – Enfiteuse, Hagiografia Carmelita, Lei de Execução Fiscal, História da Ordem Terceira do Carmo da Paraíba, Coletânea Carmelita, Nobiliarquia Mamanguapense, Mamanguape: apogeu, declínio e ressurgimento, História da freguesia de Mamanguape, Personalidades do Mundo Jurídico e Político, Poder Judiciário: História da Comarca de Mamanguape, Processos e Julgados históricos da Paraíba, As Primeiras Damas, Complexo Arquitetônico Carmelita da Paraíba, Centenário de nascimento do historiador José Fernandes de Lima e História da Comarca de Mamanguape.

 

Outras obras escritas pelo autor são: Historiografia da Academia Paraibana de Letras, Centenário de nascimento do desembargador Luiz Sílvio Ramalho, História do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, Um homem dedicado à Justiça – Desembargador Heráclito Cavalcanti Carneiro Monteiro, João Suassuna – Um magistrado que governou a Paraíba, Processos e Julgados históricos da Paraíba – Violência Contra a Mulher, e Hagiológio dos Santos Carmelitas – Organização do Prior da Ordem Terceira do Carmo – 1ª edição.

 

Ainda constam os livros Hagiológio dos Santos Carmelitas – Organização do Prior da Ordem Terceira do Carmo – 2ª edição, Um homem de visão futurista – Arquimedes Souto Maior, e o romance A Preta Gertrudes. O magistrado escreveu, também, a peaça teatral O julgamento da Preta Gertrudes e Oligarquias do Vale do Mamanguape, em CD.

 

Por Marcus Vinícius/Gecom-TJPB