Abertura de Conferência sobre “Controle de Convencionalidade” reúne mais de 200 pessoas na ESMA

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Buscando difundir a utilização do controle de convencionalidade entre os profissionais do Direito, sobretudo magistrados, promotores, advogados e estudantes, foi aberta na noite desta quinta-feira (24), na Escola Superior da Magistratura (ESMA), a conferência sobre ‘Controle de Convencionalidade: práticas no Judiciário Brasileiro’, que contou com a participação de mais de 300 pessoas.

A abertura do evento foi realizada pela diretora da instituição de ensino, desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti. A conferência ocorre até a tarde desta sexta-feira (25), no auditório da ESMA, no Bairro do Altiplano, em João Pessoa. As palestras também estão sendo transmitidas através da internet no canal do YouTube (esma controle de convencionalidade).

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“Este evento marcará, de forma positiva, a nossa comunidade jurídica, muito bem representada pelos vários segmentos da Justiça e do Ministério Público, bem como a área acadêmica”, ressaltou a desembargadora Fátima Bezerra.

A execução do hino nacional ficou por conta do servidor do Tribunal de Justiça da Paraíba, William Veras, seguido da apresentação musical do poeta Oliveira de Panelas.

A primeira palestra foi ministrada pelo mestrando em Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba, Yulgan Tenno. Na ocasião, ele abordou o tema ‘Controle de convencionalidade e novas formas de combate à corrupção na perspectiva dos direitos humanos’. Já a juíza Anna Christina Pennazi, que atua na 2ª Vara Criminal de Campina Grande, foi a mediadora da conferência.

“Atos de corrupção podem causar danos diretos ao cidadão comum, motivos pelo qual devemos analisar a corrupção não apenas sob o ponto de vista do Direito Penal, mas também dos Direitos Humanos”, observou.

Ainda segundo Yulgan Tenno, o grande problema dos direitos humanos, hoje, é a baixa aplicação de direitos na jurisdição nacional. Ele ressaltou que pesquisas revelam que a carência de utilização dos tratados internacionais para solucionar demandas domésticas se relaciona, sobretudo, com a falta de conhecimento dos juristas a respeito do sistema internacional de normas.

“Assim, esse evento assume relevância salutar, pois oportuniza que juízes, advogados, promotores e estudantes tenham acesso ao conhecimento sobre o principal mecanismo processual de efetivação do direito internacional dos direitos humanos no Brasil, qual seja, o controle da convencionalidade”, afirmou.

Dando continuidade à programação, o mestre Wellington Saraiva encerrou as atividades do primeiro dia com a temática ‘O Supremo Tribunal Federal e o controle da convencionalidade’. O mediador da palestra foi o procurador do Tribunal de Contas do Estado, Marcílio Franca.

Na ocasião, os dois conferencistas receberam a ‘Insígnia Chama do Saber’ e o diploma da instituição de ensino, em conformidade com a Resolução nº 03/2016, por ocasião das festividades de comemoração dos 33 anos da Escola.

2º Dia – Já nesta sexta, às 8h30, haverá a palestra da secretária especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça e Cidadania, Flávia Piovesan (Proteção dos Direitos Humanos e Impacto da Jurisprudência da Corte).

Logo em seguida, a conferência será proferida pelo desembargador do Tribunal Regional da 13º Região, Wolney de Macedo Cordeiro (O controle da convencionalidade no âmbito trabalhista). Ainda no período da manhã, o professor e mestre Paulo Henriques Gonçalves Portela sobre o tema ‘A concorrência de jurisdição e o controle de convencionalidade’.

Já às 14h30, as palestras serão proferidas pelo subprocurador da República, Luciano Maia (Controle de convencionalidade: por que e pra quê?), e pela Alessandra Correia Lima. O evento será encerrado com a palestra do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, sobre ‘O Controle de Convencionalidade na Constituição de 1988’.

A iniciativa é promovida pelo Tribunal de Justiça da Paraíba e a ESMA, em parceria com a Procuradoria Geral da República, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o International Law Association – Ramo Brasileiro, o Diretório Acadêmico Tarcísio Burity e a Revista Científica ‘A Barriguda’.

Por Marcus Vinícius