O livro ‘O monitoramento eletrônico de presos e a paz social no contexto urbano – Nova política de contenção da modernidade a partir da visão da microfísica do poder e da sociedade de controle’, de autoria do juiz Bruno César Azevedo Isidro, foi lançado, nesta quinta-feira (21), durante as comemorações dos 34 anos da Escola Superior da Magistratura (Esma).
Bruno Azevedo demonstrou satisfação em lançar sua primeira obra na referida Instituição. “Pra mim é extremamente gratificante, principalmente em ter sido ex-aluno da Esma, e fico bastante satisfeito, neste momento tão importante para Escola, já que sou ligado à vida acadêmica.”
Em relação à obra, o magistrado ressaltou que a inspiração surgiu com a sua vivência de professor em sala de aula e a partir do projeto, de sua autoria, “Liberdade Vigiada – Sociedade Protegida” (ideia que surgiu durante uma aula em que explicava a realidade no sistema penal norte-americano), que é fruto da tese de conclusão de doutorado perante a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Ainda segundo o autor, o livro está dividido em quatro capítulos: o primeiro, fala sobre ‘A busca da docilidade dos corpus, através do monitoramento eletrônico: uma análise de Foucault e Deleuze, transitando pelo utilitarismo; o segundo, discorre sobre ‘Monitoramento eletrônico de presos: genealogia, disseminações, espécies e o muro invisível no Brasil; o terceiro capítulo aborda acerca do ‘Monitoramento eletrônico de presos através de tornozeleira eletrônica no Brasil e o encontro com os direitos fundamentais; o quarto e último fala sobre ‘O monitoramento eletrônico de presos à guisa de uma releitura do regime prisional’.
Outras quatro obras foram lançadas no evento pelo diretor da Editora da Universidade Estadual da Paraíba, professor Luciano Nascimento: ‘O Princípio da Função Social da Atividade Empresarial’, do professor Herleide Herculano Delgado; ‘Corpos Estranhos? – reflexões sobre a intersexualidade e os direitos humanos’, da autora Ana Carolina Gondim de Albuquerque Oliveira’; ‘Um Convite à Utopia’, do jornalista Cidoval Morais de Sousa; e ‘A Infiltração Policial Como Instrumento de Combate
Perpetrados por Organizações Criminosas’, do professor Marcos Romero Lameirão.
Por Marcus Vinícius