As aulas, envolvendo práticas inerentes à administração judiciária, à gestão cartorária e os processos judiciais, foram ministradas pelos juízes Euler de Moura Jansen e Meales Medeiros de Melo.
Para Meales de Melo, o curso veio aprimorar aspectos teóricos e práticos, visando melhorar o conjunto de atividades inerentes a toda atuação do magistrado, que envolva o processo virtual no PJe. Já Euler Jansen ressaltou que o curso teve um foco muito grande na produtividade do juiz, com orientações de como o magistrado deve despachar, sentenciar e fazer audiências de forma mais célere, no âmbito do sistema do PJe.
De acordo com o juiz da Comarca de Bananeiras, Jaílson Shizue Suassuna, o fim do papel dentro dos cartórios é um caminho sem volta. “A celeridade imprimida pelo PJe não tem comparação com o processo de antigamente. É uma nova forma de processo e um novo estilo que dá muito mais celeridade aos feitos, de modo que as intimações, as citações e até o trâmite interno dentro do cartório foram agilizados sobremaneira”, observou.
O magistrado Diego Garcia Oliveira, da 1ª Vara Mista de Piancó e um dos novos magistrados empossados do 53º concurso para juiz substituto do Estado, disse que alguns dos novos juízes não tiveram, antes da posse, contato com o sistema do PJe em outros tribunais.
“Eu era analista judiciário no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e o PJe estava começando a ser instalado, só existia no Juizado Especial. Quando chegue aqui, na Paraíba, comecei e trabalhar com PJe nos processos cíveis. Não tive esse conhecimento teórico, muitas coisas aprendi na prática e, hoje, estou tendo essa oportunidade”, disse o juiz Diego Garcia.
Durante o curso, os participantes tiveram, ainda, a oportunidade de conhecer as distinções, peculiaridades e vantagens do processo virtual, o que possibilitou o domínio dos instrumentos e informações disponibilizados pelo PJe, com orientação às modernas práticas de gestão cartorária e ao pleno conhecimento das informações do processo.
Por Marcus Vinícius