O auditório da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa, sediou, na noite da quinta-feira (28), o lançamento do livro A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito, de autoria do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba, Onaldo Rocha de Queiroga, reconhecido como um dos maiores pesquisadores da vida e da obra de Luiz Gonzaga. O evento reuniu magistrados(as), escritores(as), jornalistas(as) e servidores(as) do TJPB, além de contar com a participação especial do grupo ‘Forró sem Balança’. A diretora adjunta da Escola, juíza Antonieta Maroja Nóbrega, esteve presente ao lançamento.
“Um dos exemplos da ligação que existe entre a obra de Luiz Gonzaga e o universo do Direito está na canção ‘Morte do Vaqueiro’, que retrata a perda e a busca por justiça. No campo do Direito das Sucessões, eu destaco a música ‘Testamento de Caboclo’, abordando a transmissão de bens e heranças. No Direito de Família, faço uma conexão com as composições ‘Casamento Improvisado’ e ‘Casamento Atrapaiado’, que discutem as uniões e relações familiares no Sertão", disse o escritor e desembargador Onaldo Queiroga.
A professora de Direito Penal da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) de João Pessoa e Guarabira, Maria Sônia de Assis, foi a responsável pela apresentação do livro ‘A Obra de Luiz Gonzaga e o Direito’. De acordo com a professora, a obra de Onaldo Queiroga revela uma abordagem original, ao aproximar o mundo jurídico da riqueza cultural presente nas canções de Luiz Gonzaga. “O livro demonstra que o Direito não está restrito aos códigos e tribunais, mas, também, se manifesta nas expressões populares, nas dores sociais e nos conflitos humanos retratados pelo Rei do Baião”, destacou a docente, que também é chefe de Departamento de Humanas da UEPB de Guarabira.
Ela ainda disse que, ao relacionar músicas emblemáticas com temas do Direito Penal, de Família, Ambiental e Sucessório, o autor oferece uma leitura sensível, crítica e profundamente nordestina da ciência jurídica. “Trata-se de uma contribuição valiosa tanto para o meio acadêmico quanto para a preservação da cultura popular brasileira”, arrematou a professora universitária.
Por Fernando Patriota