A desembargadora Maria das Graças Morais Guedes é a primeira mulher na história indicada pelo Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba, na categoria de membro efetivo do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A magistrada foi eleita pela Corte estadual em sessão administrativa realizada na última quarta-feira (27).
A desembargadora Maria das Graças, que concorreu com o desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos, tomará posse em março, para um mandato de dois anos. Ela assumirá a vaga a ser deixada pelo desembargador João Alves da Silva, atual presidente do TRE-PB, cujo mandado será encerrado no dia 7 de março. O vice-presidente da Corte Eleitoral, desembargador José Aurélio da Cruz, assumirá o cargo.
Atualmente, a desembargadora Maria das Graças é diretora da Escola Superior da Magistratura (Esma) e compõe no TJPB a Segunda Seção Especializada Cível e a Terceira Câmara Cível.
A Justiça Eleitoral é composta por sete membros efetivos, sendo dois desembargadores, dois juízes de Direito, um juiz Federal e dois juízes/advogados, estes indicados pelo Tribunal de Justiça e nomeados pelo Presidente da República.
Perfil - Em 2012, à unanimidade, pelo critério de antiguidade, a então juíza Maria das Graças Morais Guedes ocupou a vaga deixada pelo desembargador Nilo Luiz Ramalho, em face de sua aposentadoria. A magistrada era titular da Vara de Entorpecentes da comarca de João Pessoa. Naquela ocasião, ela passou a ser a terceira mulher a ocupar o Pleno da Corte estadual.
A desembargadora Maria das Graças, nasceu na cidade de São Mamede, graduou-se bacharel em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba. Ingressou na magistratura paraibana em 1984, assumindo a comarca de Juazeirinho.
Foi Juíza Eleitoral na 28ª Zona Eleitoral/Patos. Também respondeu pelas unidades e zonas eleitorais de Teixeira, Princesa Isabel e Malta. Promovida por merecimento para a 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Campina Grande.
Em 1995 foi convocada para a Corregedoria Geral da Justiça, na gestão do desembargador Wilson Pessoa da Cunha. Por permuta, foi removida em 1996 para a 3ª Vara Cível da Capital. A seu pedido, em data de 10 de outubro do mesmo ano, assumiu a 8ª Vara Criminal da Capital (atual Vara de Entorpecentes) – Privativa dos delitos de tóxicos e trânsito.
Por Marcus Vinícius