A diretora adjunta da Escola Superior da Magistratura da Paraíba, juíza Antonieta Maroja Nóbrega, realizou esta semana uma visita institucional ao Centro de Estudos Judiciários de Portugal, em Lisboa. “Foi uma visita bastante produtiva em que pudemos reafirmar o valor estratégico da cooperação institucional internacional e da troca de experiências com uma escola de referência na formação inicial e continuada de magistrados”, afirmou a magistrada. A visita foi articulada pelo diretor da Esma, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, junto ao ministro Nuno Miguel Pereira Ribeiro Coelho, do Tribunal de Contas de Portugal, que participou do III Cidesma, realizado em novembro do ano passado, em João Pessoa.
O Centro de Estudos Judiciários de Portugal equivale a Escola Superior da Magistratura do país e funciona com um diferencial em relação ao Brasil. Eles formam magistrados e procuradores em início de carreira. Também oferecem formação continuada para magistrados e outras profissões do sistema de Justiça, assim como a Escola Superior da Magistratura da Paraíba.
A juíza Antonieta Maroja Nóbrega foi recebida pelo diretor do Centro de Estudos Judiciários, juiz desembargador Edgar Taborda Lopes; pelo diretor adjunto juiz desembargador Pedro Raposo de Figueiredo; pelo diretor adjunto juiz desembargador Diogo Alarcão Ravara; pelo juiz desembargador do TAF (Tribunais Administrativos e Fiscais) e diretor adjunto Fernando Augusto Martins Duarte e pelo Procurador da República e coordenador do departamento de relações internacionais, Valter Santos Batista.
Durante a visita, os magistrados trocaram experiências internacionais sobre as escolas de magistraturas. “Falamos de pontos em comum, tanto de atividades positivas como dos desafios que enfrentamos, a exemplo da equalização e democratização do ensino para que chegue a todo o estado da Paraíba, e no caso deles, a todo o país. Vimos modelos de oferta de cursos em outras comarcas, muito parecido com o nosso, geralmente utilizando as instalações dos fóruns, e também os desafios da educação em EaD, que democratiza o acesso, mas ao mesmo tempo não tem a aprendizagem tão efetiva quanto nos cursos presenciais”, revelou Antonieta Maroja Nóbrega.
A proximidade linguística facilita o diálogo técnico e potencializa o compartilhamento de boas práticas. “Fomos recebidas com notável acolhimento, atenção e plena disponibilidade de toda a equipe do Centro de Estudos Judiciários”, informou a diretora adjunta da Esma, que esteve acompanhada, da gerente administrativa e financeira, Gisele Barros e da coordenadora pedagógica Daiane Firino, que estavam em Salamanca, na Espanha, fazendo um curso de especialização, que teve vagas oferecidas a servidores e magistrados através de parceria, sem ônus para o Tribunal de Justiça da Paraíba.
A magistrada também está afastada das atividades para concluir sua tese de doutorado na Espanha. “Em breve afastamento para dedicação à escrita da minha tese de doutorado em Salamanca, mantive-me à disposição para articular iniciativas de internacionalização, como um curso de especialização aberto a magistrados e servidores, que contou com a adesão de duas servidoras da Esma, aprovadas na fase curricular e agora na etapa de elaboração de suas monografias, além de prospectar novas parcerias, na Espanha e em Portugal, que ampliem oportunidades de formação e aperfeiçoamento para magistrados e servidores do nosso Tribunal”, concluiu.
Por Walquiria Maria

